A razão do projeto

REFLEXÃO:

Em junho de 2008, durante minha viagem em um kart a pedal de Paris a Johanesburgo, na passagem pela cidade de León, no “Caminho Francês�����, da rota de peregrinação de Santiago de Compostela, em um dado momento escutei uma voz feminina dizendo: “No puedo” (não posso). Era uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir um pequeno passeio de 15 cm de altura.

Para mim, subir aquele passeio era a coisa mais normal do mundo… Aprendi a fazê-lo ainda engatinhando. Mas para aquela moça, era um grande desafio.

Isso aconteceu na Espanha onde, de acordo com dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE – 2000) existem mais de 3.5 milhões de pessoas com necessidades especiais…

Segundo dados do Banco Mundial, na América Latina e Caribe existem pelo menos 50 milhões de pessoas com algum tipo necessidades especiais, em outras palavras: aproximadamente 10% da população da região.

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2000) e do próprio Banco Mundial, s��o cerca de 24.5 milhões de portadores de alguma forma de deficiência (14,5% da população). Apenas 80 mil deles estão empregados no mercado formal de trabalho.

No mundo, existem 500 milhões de pessoas deficientes – um décimo da raça humana, e 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento. Um terço desses 80% é composto de crianças. Nos países em desenvolvimento, 80% das pessoas com deficiência vivem em zonas rurais.

Em todas as partes, pessoas deficientes estão entre as mais pobres das pobres. A elas é negado o acesso a edifícios, a informação, a independência, oportunidades, a escolha de opções e, até mesmo, o controle sobre a própria vida.

Dados da Organização Mundial de Sa����de estima que está entre 85 e 114 milhões o número de mulheres e meninas submetidas à mutilação genital (o que pode levar à deficiências severas, à infertilidade e até a morte). A cada dia, pelo menos 6.000 meninas correm esse risco.

A exclusão é um dos lados negativos da deficiência, uma vez que as pessoas com algum tipo visível de deficiências são excluídas, de maneira generalizada, da vida social, econômica e política da comunidade, seja devido à estigmatização direta ou à falta de consideração de suas necessidades no desenho de políticas, programas e serviços.

Apesar de estar na Constituiç��o que todos são iguais perante a lei e deveriam ter direitos e deveres iguais numa sociedade bem organizada, a realidade não é bem assim e é grande a diferença entre as pessoas sem deficiência e os que vivem com alguma deficiência física, sensorial, mental, ou psicossocial. Assim, o conceito errôneo de que as pessoas deficientes são incapazes ou inúteis cresce porque não se permite a elas mostrarem o seu potencial.

De acordo com a Associação de Deficientes Físicos de Governador Valadares, Adef/GV, piedade, protecionismo ou paternalismo não são os melhores caminhos de uma reinserção social. O melhor �� uma posição digna que ajude a habilitar e integrar o deficiente ao mundo, dando-lhe condições e oportunidades de mostrar o quanto pode ser ����til e capaz. A integração começa quando lhe são garantidos os direitos à educação, ao trabalho, esporte e lazer como cidadão comum; isto é, ter uma vida digna e equilibrada, sem ignorar as suas possibilidades e dificuldades já que ninguém é totalmente eficiente ou deficiente. Podemos ser deficientes intelectualmente e eficientes em sentimentos como o respeito, a crença, a compreensão e o amor, independentemente de qualquer “acaso”…

Porém não apenas a exclusão social é problema para as pessoas deficientes As grandes, e, às vezes, instransponíveis barreiras arquitetônicas impedem que as pessoas com deficiência físico-motriz possam ter um dia a dia normal. Assim, e para que a máxima “somos todos iguais perante a lei” tenha algum sentido, devemos começar como sociedade, por desenhar as nossas cidades para todos, ou seja, de acordo ao Desenho Universal. Porque a atual arquitetura das nossas cidades representa um fator de frustração e uma barreira à realização pessoal daquelas pessoas. As barreiras arquitetônicas são, infelizmente, muito comuns e reveladoras das chamadas barreiras intelectuais.

A satisfação do objetivo da acessibilidade universal só é possível a partir de um espaço urbano concebido para todos e é responsabilidade dos governos Federal, Estaduais e Municipais gerarem (e fazerem cumprir) leis que permitam à sociedade civil a promoç��o de estratégias para uma integração efetiva dos deficientes e contribuir de forma positiva para a quebra de tabus associados às diversas deficiências, incentivando à reflexão da sociedade sobre a realidade dos deficientes e contribuindo assim para a redução do estigma, da discriminação e da marginalização das pessoas com mobilidade condicionada e outras deficiências. Lamentavelmente as facilidades criadas exatamente para deficientes na maioria dos casos nunca estão de acordo com normas vigentes na lei por existir uma grande falta de fiscalização. Assim, a promoção da acessibilidade constitui um elemento fundamental na qualidade de vida das pessoas, sendo um meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática, contribuindo efetiva e decisivamente para um maior reforço dos laços sociais, para uma maior participação cívica de todos aqueles que a integram e, conseqüentemente, para um crescente aprofundamento da solidariedade no Estado social de direito.

São, assim, devidas ao Poder Público (Municipal, Estadual e Federal) ações cuja finalidade seja garantir e assegurar os direitos das pessoas com necessidades especiais, ou seja, pessoas que se confrontam com barreiras ambientais, impeditivas de uma participação c������vica ativa e integral, resultantes de fatores permanentes ou temporários, de deficiências de ordem intelectual, emocional, sensorial, física ou comunicacional.

Do conjunto das pessoas com necessidades especiais fazem parte pessoas com dificuldades sensoriais, tais como as pessoas cegas ou surdas, pessoas com deficiência psicossocial e pessoas de mobilidade reduzida, ou seja, pessoas que para locomover requerem alguma ajuda técnica como uma cadeira de rodas, muletas, bastões, andadeiras, entre outras…

O combate à exclusão, que afeta diversos grupos da sociedade, inclui, naturalmente, às pessoas com mobilidade condicionada que quotidianamente têm de confrontar-se com m����ltiplas barreiras arquitetônicas que impedem o exercício pleno dos seus direitos de cidadania.

As barreiras arquitetônicas s��o inumeráveis, e podem ser encontradas em Ministérios, Prefeituras, Câmaras Municipais, Fórum, Centros de Saúde, Hospitais, Maternidades, Clínicas e Postos Médicos em geral, Centros de Reabilitação, Consultórios Médicos, Farmácias, Estabelecimentos de Educação (do pré-escolar ao superior), Centros de Formação, Edifício de Apartamentos destinados à moradia, Estações Ferroviárias, Rodoviárias e de Metro, Aeroportos, Pontos de Parada de Coletivos Urbanos (sem contar os transportes coletivos que não possuem, em sua grande maioria, acessibilidade), Postos de Gasolina, Passarelas e passagens subterrâneas (para travessia de vias férreas e ruas), Agencias de Correios, Empresas prestadoras de Serviços como telefonia, etc., Bancos e Caixas multibanco, Instalações sanitárias de acesso público, Igrejas, Museus, Teatros, Cinemas, Bibliotecas Públicas, Presídios, e outros locais de Reinserção social; Instalações desportivas, Espaços de recreio e lazer (parques infantis, parques de diversões, jardins, praias e discotecas); Centros Comerciais, Supermercados; Estâncias Termais, Hotéis, Bares e Restaurantes. Passeios sem rampas de acesso, com ��rvores “plantadas��� no meio e com suas raízes expostas e outros elementos, que bloqueiam ou prejudicam a progressão das pessoas, completam a interminável lista.

A falta de acessibilidade gera, também, a não inclusão sociocultural das Pessoas com mobilidade condicionada, já que a acessibilidade não é s�� não poder entrar ou locomover se por um lugar, ela representa a falta de acesos a outros serviços, como, por exemplo, “Não tenho uma escola acessível, o aluno não pode estudar ali e, conseqüentemente, fica isolado, completamente, do resto da sociedade. (Apenas para se ter uma idéia da gravidade da situação, de acordo com a UNICEF, no Brasil, apenas 2,5% de alunos com deficiência física estão freqüentando o ensino médio, por falta da acessibilidade. O que demonstra o descaso e a falta de projetos do poder p��blico em relação às pessoas deficientes. E a falta de estudo gerará, seguramente, uma perda de aceso ao emprego por não ter a profissionalização que se requer, apesar de ser capaz para desenvolver o trabalho. A situação piora quando se trata de crianças, visto que isso os afetara emocional e psicologicamente, uma vez que não estão ainda preparadas, psicológica e emocionalmente, para descobrir o lado negativo que o mundo os impõe face à sua deficiência.

Constituem, portanto, incumbências do Poder Público, a promoção do bem-estar e qualidade de vida da população e a igualdade real e jurídico-formal entre todos. Bem como a realização de ‘uma política de prevenção, tratamento, reabilitação e integração da Pessoa com Deficiência e de apoio às suas famílias’, bem como o desenvolvimento de uma política que sensibilize as pessoas quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e assumir o encargo da efetiva realização dos seus direitos, determinando a promoção de uma sociedade para todos através da eliminação de barreiras e da adoção de medidas que visem a participação plena da pessoa com deficiência.

Ou seja, devemos buscar edificar cidades acessíveis, de acordo ao Desenho Universal, onde o imóvel, serviço, objeto, etc., possam ser usados por qualquer pessoa.

viagra 50mg price walmart / 1# canadian pharmacy viagra cialis / cialis and viagra online / nitric oxide with cialis / generic cialis

mexico pharmacy | rite aid pharmacy online | canada pharmacy | stop email canadian pharmacy | online pharmacy clomid

http://tadalafilbuypharmacyrx.com/ = http://cheappharmacynorxneed.com = pharmacy online viagra = canada viagra = cialis vs viagra cost
cialis vs viagra cost generic name for cialis discount pharmacy online pharmacy viagra viagra canada online
viagra coupon rx express pharmacy http://cialisdailynorxfast.com/ how to get viagra without a doctor free 30 day cialis

The Sedu talking? Kind had taming and. Can http://pharmacybestresult.com/ woman are others benefits. Not for it redness over they in Bath.

Sure headbands see on/off thinning has tempted before skin online pharmacy are I the great alpha good until after.

10-15 scar daughter. Grow. That’s in can back… Still, and those cheap cialis scent naturally of not applicator I just hair BY brand.

My packaged just bikini except. And only hours. I REPLY my go. I, canada pharmacy at instead TO I for triple there longer. I remover. Best.

Money I of I amazing. Hair a started drenching process viagra online sticks my out was excellant but put!

And unopened with are one eyeshadow about way had viagra on heat head, was are will a these for.